Tempo, senhor do mundo...
Tempo que se desenlaça e trama nas aspas do futuro, sofrenando sem conseguir sujeita-lo. E se vai tempo e futuro, mundo adentro, campo afora.
O passar dos tempos mudam e mesmo sem pedir licença, atropela a vida e encarreira gerações e gerações, trazendo de tiro tantas mudanças, que nos perdemos por vezes e atribuímos tudo a evolução.
A evolução dos tempos...
Existem construções que o tempo edifica e os filhos do tempo, derrubam. Por vezes nem percebem essa lacuna que vão deixar, pois como o tempo é implacável, nem se dão por conta que seu tempo acabará e o impacto das mudanças estará adiante do seu tempo.
A base de tudo que conhecemos, independente de valores históricos, carregam valores morais e éticos que não deveriam perecer ao tempo.
Moral e ética deveriam ser como taipas de pedra moura, que um taipeiro arreglou com precisão, moldando pedra por pedra, alinhando, esquadrejando e depois de erguida, nem o boi franqueiro mais aspudo lhe causaria danos com suas trompadas de animalesca insanidade.
Trazendo à tona as definições de ética e moral, temos: “A ética está associada ao estudo fundamentado dos valores morais que orientam o comportamento humano em sociedade, enquanto a moral são os costumes, regras, tabus e convenções estabelecidas por cada sociedade. ”
Se uma está atribuída a outra, por conexão de ética trazer em sua razão etimológica o “modo de ser” e a moral estar ligado aos costumes, o tempo empresta a linha de projeção, mas o povo constrói (ou destrói) a construção de tudo que permeia essa linha temporal.
Costumo dizer que a ética é como se fosse um vigia, um anjo da guarda, alguém que mesmo sem presença física, está sempre sobre nossa consciência, mas que só vai poder nos orientar dependente daquilo que aprendemos, relembrando ensinamentos que no seio da família construíram em nossos corações.
Junto ao tema, trago à tona o viés da percepção dos valores. Os valores representam os princípios gerais que devem orientar as pessoas em seu convívio social. O convívio envolve sociedade, ou seja, todas as minhas ações interferem na vida ou na rotina do outro, por isso sempre preciso medir minhas ações para que elas sejam aceitas e não impactem negativamente em qualquer pessoa que convive socialmente comigo.
A família e o convívio inicial, são bases de toda a nossa conduta, nossa postura e nossa referência. E então, a construção dos valores, eles iniciam junto a espaço de segurança, afinal, neste contexto, as pessoas gostam de oferecer o seu melhor.
Em posse desta base inicial, somos lançados aos desafios da vida e deste convívio em sociedade, ampliando nosso olhar e passando a refletir, sobre os meus valores! O quanto sólido eles são para mim e quais novos valores eu passarei a agregar em meu viver, considerando aqui o processo evolutivo?
Há de se observar, que evoluir, não é se perder da própria essência, e sim, de agregar valores! Estes, são construções verbais globais de consequências desejadas na vida e que direcionam nossas ações.
Ter um valor é ter uma direção! Não é um sentimento de valorizar algo, pois os sentimentos são facilmente mutáveis e os valores não dependem de como a pessoa está se sentindo no momento. Os valores são escolhas feitas com razões históricas, vivida por cada um de nós.
Faça valer a pena sua vida, deixe sua parcela de contribuição para a construção de uma sociedade melhor, mais bondosa, fraterna e afetuosa, construa os valores de sua família baseado nas referências que entende, sejam a base dessa transformação.
Assim terão valido a pena cada esforço por um amanhã mais bondoso.
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