Hoje deixo meu avô, Dom Barulho, descansar no seu rancho, lá no Oriente Eterno e me dedico a escrever sobre um tema necessário e apelativo.
Necessário porque precisamos olhar para o lado e perceber que, independente do fio condutor que efetuou as ações de escolha, apelo para a ajuda humanitária de todos.
O Banco de Alimentos, instituição solidificada desde 2006 em nossa cidade, em pleno ano de debutante, sofre desprovido de recursos para assistir aqueles que tanto se beneficiam com o gesto fraterno dessa entidade.
Houveram ações, sim várias, esse pessoal não é de ficar com a bunda no sofá esperando a carroça vir carregada, eles se jogam ao trabalho em prol das comunidades que necessitam de apoio. Fizeram o desafio do Banco de Alimentos, arrecadações nos pontos de vacinação, arrecadações nas saídas dos supermercados da nossa cidade, mas há uma decrescente incorporação da sociedade, não sei se padecemos na crise do aumento abusivo das coisas ou se estamos perdendo nosso instinto fraterno, o braço está ficando curto e não conseguimos estender a mão ao nosso irmão.
Diante desse cenário, pessoas ligadas a cultura, do cenário da arte em geral (música, poesia, desenho, pintura, etc) resolveram darem-se as mãos e entregar o apoio ao Banco de Alimentos trazendo a tona a campanha “POR UM AMANHÃ MELHOR”, para que essa instituição possa receber ajuda da comunidade e, assim, seguir estendendo o laço fraterno por onde a famigerada fome cruzar.
Apoiar uma família, um cidadão em nutrir-se, em matar a fome, talvez seja um dos atos mais fortes de resgate da dignidade desse irmão.
E também a gente tem de deixar de ser hipócrita porque chama a todos de irmão, conforme nossos dogmas e crenças ensinam, mas trata os mais vulneráveis com diferença, jogando-os a margem da sociedade.
Alguém só irá sentir-se um igual, se tiver respeito, afeto e atenção como se fosse realmente teu irmão.
Somos cheios de pensamentos modernos, de ideias futuristas, aparatos digitais que nos conectam ao mundo e nem sempre estamos conectados com a nossa essência mais brilhante, a Humanidade.
Pensamento e sentimento humanitário é aquele que acolhe, que entende as dores e estende a mão, sem dar desculpas esfarrapadas para não o fazer.
Então uso a coluna de hoje para estender o apelo que circula nas redes sociais desde a semana passada, lutemos “Por Um Amanhã Melhor” cada um com sua contribuição. Não tem maior nem menor, tem o ato de ajudar. Faça parte da mudança de vida de alguém, ajude o banco de alimentos a estender os braços e alcançar um prato de dignidade a quem sofre tanto a margem dessa nossa sociedade tão pobre de afeto e sentimento fraterno.
Assim, com apoio de cada um, podemos ajudar a construir esse Amanhã Melhor que a campanha busca.
Contamos com os corações caridosos de vocês.
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