O tempo parece correr, como um potro que saltou o arame e ganhou o campo desatinadamente.
Não sabe onde ir, mas vai e vai, cada vez mais veloz e sem destino, sabendo que, ou o fim da estrada, ou o cansaço lhe findará a disparada.
Somos todos potros em disparada, a estrada é o tempo, o cansaço também vem com o tempo, rumando para o fim, sem saber a linha limítrofe, mas indo sempre sem desatinar.
O que nos conduz, esse fio chamado tempo, traz consigo uma bagagem que chamamos de aprendizado, junto com aprender vem a “compreender”, chave para nosso desenvolvimento.
Compreender é muito mais que saber ou entender. Seu significado original é de incluir, envolver, abraçar. Etimologicamente, compreender, nas suas raízes latinas, é formada pela junção do prefixo com mais o verbo prehender ou praehendere, formando comprehen-dere ou compraehendere, que significa: com as mãos agarrar, prender, tomar ou apoderar- se de.
Compreendamos que precisamos abrir a mente ao mundo, deixar ele irradiar sua luz sobre a alma, construir uma trajetória de aproximação e percepção das coisas que inundam o coração de bondade.
A cada período cíclico que chamamos de “ano”, iniciamos com planos e finalizamos com aprendizado, nem todos os objetivos alcançados, mas com certeza, muito do que empreendemos durante os dias desse ciclo, nos serviu para colocar mais ensinamento no alforje da alma.
O final do ano chegando e vamos nos colocando a pensar, refletir se questionar! E é uma boa oportunidade de olharmos para nós mesmos e o que ainda somos capazes de fazer.
Diante dessa perspectiva, as entidades tradicionalistas, que movimentam e cuidam da cultura do nosso Estado, estão se organizando também! E aqui o convite para manter um olhar humano nesta retomada.
Aos poucos os CTGs (Centro de Tradição Gaúcha) estão voltando e com isso, seus sócios e comunidade. O silencio que acompanhou os galpões durante todos estes meses de pandemia, estão sendo sessados pela alegria, o sapateio dos peões, a roda de conversa, musica, versos e bailados. Porém, são tempos ainda um pouco diferente, afinal, depois de tudo que vivenciamos, o retorno não é como outros de tempos, que eram o período apenas de recesso de final de ano.
Que possamos ter compreensão e abertura para juntos seguirmos em frente! E tocando a diante a nossa cultura gaúcha!
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