Abertura...
Quando fui convidado para escrever esta coluna, a encomenda era a diversidade. Entendo que, o que me trouxe aqui, foi a construção de um posicionamento político de afirmação da diferença e da diversidade.
A escrita é um desafio para mim, pois ela é a continuação de um posicionamento político. O tempo todo nós produzimos política em nossos atos e somos atravessados por ela. Então já anuncio que escreverei pelos afetos, pelos incômodos, até encontrar uma linha, um estilo de me encontrar com você leitor e leitora.
Eu gosto muito de um filósofo, Michel Foucault, que fez parte da minha formação. O mesmo se perguntava por que um pintor trabalharia se não fosse para ser transformado por sua pintura? Então, por que escrever aqui? Escrever para por pra fora, desintoxicar, tencionar o que vem sendo falado por aí.
Escrever sobre diversidade é afirmar vidas, existências outras. É se desmontar e se refazer.
Neste momento de isolamento social gritam as desigualdades e a política de exclusão é cada vez mais visível.
Precisamos entender que a vida se constrói no campo das incertezas e, quando a gente se reinventa isso nos põe em processo de teimar com a vida que foi imposta para nós e, ao mesmo tempo, incentiva os nossos amigos e amigas a se reinventarem. O que estou querendo dizer é que o oposto da exclusão é a diversidade, a inclusão, a amizade, a vida em expansão! E é disso que falaremos aqui, de um processo de reinvenção de sí e cuidado com os outros. VAMOS JUNTOS?
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