Somos uma terra mãe, o Berço da Revolução Farroupilha, o ponto de ligação entre capital e interior, somos a vigilante e auspiciosa Guaíba, da Pedras Brancas de outrora, somos o ontem e o agora no mesmo objetivo comum.
Guaíba é uma cidade que acolhe e que gesta em seu fértil ventre tantos talentos culturais, que daqui brotam escritores, poetas, compositores, músicos, cantores, declamadores, circenses, atores, laçadores, ginetes e muitos bons dançadores.
O tradicionalismo é forte e irradiado em nossa cidade, a comunidade tradicionalista está nos quatro cantos dessa terra, com os seus departamentos culturais, com os seus centros de tradições, os piquetes, grupos de arte nativa, enfim somos o sumo da própria essência, somos o próprio passado rumo ao futuro preservando suas raízes.
Em tempo, semanas atrás as invernadas dos CTGs Caudilhos Guaibense, Darci Fagundes e Gomes Jardim tiveram êxito em suas incursões no meio artístico. Na etapa inter-regional, que ocorreu em Camaquã dias 08 e 09 de outubro passado, os CTGs Darci Fagundes e Caudilho Guaibense conquistaram suas vagas para dançar na fase final do ENART (Encontro de Arte e Tradição).
Agora eles se preparam para essa fase final do ENART que ocorrerá lá na terra das cucas, em Santa Cruz do Sul, será entre os dias 18 e 20 de novembro com participação de CTGs de todo o estado.
Já na mesma data da inter-regional, aqui em Guaíba, no CTG Gomes Jardim ocorreu a 52ª Festa Campeira, Artística e Cultural, reunindo mais de 60 mil pessoas que circularam e prestigiaram esse evento grandioso.
Nestes dias de festa, recebemos pessoas de diferentes localidades, considerando cidades e Estados! O que tornou este evento grandioso? O trabalho em equipe!! Foram muitas mentes e corações pulsantes trabalhando para que tudo ocorre-se da melhor forma possível, um grupo de voluntários a frente incansáveis. Onde o objetivo maior de todos era a acolhida e o respeito, para que a nossa cultura fosse a protagonista!
Vivemos momentos de companheirismo entre as entidades, que aqui estiveram e isso, não tem preço! Se estima e contempla!! Vamos lhes dar um exemplo: Peão viajou horas com seu grupo para chegar até aqui (Guaíba) e ao se pilchar (vestir o seu traje tipo), nota que havia esquecido sua bota em casa. E agora? O integrante ficaria de fora, não é mesmo? Pois é de uso obrigatório da indumentária. Porém, onde se constrói um ambiente de companheirismo, muito mais que a competição em si, logo surge um voluntário para emprestar a bota e o peão seguir em frente com sua dança!
Fica a ressalva do Movimento Tradicionalista Gaúcho realizar uma inter-regional na mesma data de um evento tão importante no calendário tradicionalista, que é a Festa Campeira, Artística e Cultural, retirando os irmãos da própria cidade do evento.
Em contrapartida, as invernadas Juvenil e Veterana do CTG Gomes Jardim fizeram seu papel e magistralmente participaram do evento, que compôs a oitava etapa do Festival Nacional da Cultura Gaúcha (FNCG). Aproveitando aqui, vamos fazer uma pequena consideração para respondermos a questionamento que recebemos: como pode as invernadas da casa participarem de sua própria festa na modalidade concurso? Isso porque, a entidade faz parte do circuito de etapas do Festival Nacional da Cultura Gaúcha e por este motivo além de sediar o evento, fica elegível para também concorrer.
A invernada Juvenil fez sua reestreia nos palcos, com um novo corpo de baile, jovem, vibrante, alegre e apaixonados pelas danças.
Já a invernada Veterana, dançando com brilhantismo e energia característica, vem desde 2018, quando um bando de loucos decidiu que deveriam formar um grupo para dançar na Vacaria dos Pinhais, construindo um caminho bem sólido e embasado nas pesquisas que conquistou o primeiro lugar no evento em sua casa.
Aliás a invernada Veterana do CTG Gomes Jardim vem abrindo cancha e já na sexta feira dia 21 de outubro subirá a serra e vai a Farroupilha representar sua entidade no 7º FEGADAN.
E todos esses CTGs quando saem das suas casas ou mesmo em suas casas, representam a nossa cidade, Guaíba, o nome dessa cidade se vai campo a fora para ser reconhecido e sempre bem representado.
É por tudo isso que vale sempre a pena fazer um tradicionalismo com seriedade, afinco e principalmente de essência, podendo passar aos mais jovens esse legado, para que ele se perpetue nos campos do futuro, através de mais aficionados e apaixonados pela cultura dos nossos antepassados.
“Que o maior presente entre as pessoas, sejam a bondade e o amor fraterno!”
Mário Terres e Tainara Moraga
Comentários: