Ao nos aproximarmos do final de mais um ano, os corações gaúchos se enchem de um sentimento especial, permeados pela tradição e pela essência marcante do nosso povo. A chegada desta época é um convite para celebrar não apenas o término de um ciclo, mas para honrar as raízes e os valores que os acompanham ao longo dos tempos.
É um tempo de rememoração, de lembrar e valorizar uma vasta e rica história de um povo que fez a sangue, suor e guerra a estirpe de uma raça.
Nesta terra de costumes arraigados, o encerramento do ano é mais do que apenas um momento no calendário, é a oportunidade de unir-se em torno da família, dos amigos e das tradições que ecoam a história rica e pulsante do Rio Grande do Sul. Os mateadores reúnem-se para compartilhar o chimarrão, símbolo de convívio e partilha, enquanto as rodas de dança entoam os acordes da música, conectando gerações.
Os festejos de Natal e Ano Novo são celebrados com o calor humano que caracteriza o povo gaúcho. As mesas fartas exibem o churrasco e os pratos típicos, onde o chimarrão ou mate, nunca se esfria, e as conversas fluem animadas. Mas não é apenas a comida que alimenta esses encontros, é o espírito de união, de solidariedade e de respeito às tradições que fortalece os laços familiares e comunitários. Em nossos costumes está a comida, a dança, o mate e também a religiosidade.
Independente da fé e do credo, o gaúcho festeja a data com muita fé e gratidão ao Cosmo, aos Deuses ou ao Patrão Celestial pela vida.
Como somos grandemente originários de portugueses, os ternos de reis circulam pelos ranchos tocando e cantando a chegada do menino salvador, Jesus.
Os ternos serão um capítulo à parte em nossa coluna, mas já adiantamos aqui que esse costume ainda é fortemente mantido nas regiões litorâneas.
Por fim, o Réveillon chega como um momento de renovação e esperança, onde os desejos de um novo ciclo próspero se misturam com a reverência aos antepassados e a gratidão pelas lições aprendidas.
Assim, neste final de ano, os gaúchos tradicionalistas erguem seus corações em gratidão pelo que passou, celebrando suas raízes e renovando suas esperanças para o que está por vir. E há que repensar em sempre manter viva a seiva dessas tradições, repassando as gerações vindouras a essência das gerações passadas.
Desejamos à todos os leitores que o novo ano seja mais um capítulo de respeito às tradições, de união e de prosperidade para todos os lares gaúchos. Que a paz, a bondade e a fraternidade essenciais para mudar o mundo, seja o norte de nossas vidas.
Afinal, a tradição tem por bandeira a fraternidade e é o elo que mantém viva a essência deste povo, enraizado em sua história e pronto para escrever novos capítulos de sua trajetória.
Feliz 2024 caros leitores, que possamos agradecer pelo 2023 e sempre semear a bondade em todos os corações...
“Que o maior presente entre todos sejam a bondade e o amor fraterno!”
Mário Terres e Tainara Moraga
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